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Arquivo da categoria ‘Aleatórios’

Breve ata

Ela parecia cética demais para alguns, pessimista demais para outros, apenas realista, para aqueles.
Ela deixou seus braços ao longo do corpo, para ser levada pelo mar sem resistência.
Ela se decidiu após encontrar os ventos. Ela se decidiu por deixar que o mar a levasse, sem resistência.
Porque era aquele mar que a uniria ao Legado, àquele [...]

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Silêncio

Silêncio.
Desabando sobre a pele, perfundindo.
Fusão.
O perfume que a chuva trouxe se transforma em terra firme.
E meu silêncio desaba sobre minha pele, perfundindo.
Mas seu silêncio desaba sobre minha pele, corroendo.
A água pesa.
E tudo que se move morre no asfalto.
Sapiência ignorável.
Pele seca.
Lábios secos.
Olhos… olhos…
Tudo que se move é melancólico.

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Eu os vi. E minhas Esperanças acompanharam cada batida no solo.

Eles estavam reluzindo como aqueles brilhinhos no mar, talvez, nas noites bonitas que jamais hão de ser vividas.
Mas mar foi o destino de tantas Esperanças, e não o do aconchego desses brilhos. Aquele que fugia obteve sucesso e ocultou-se no nunca. Um nunca cansado, [...]

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Um momento

Um momento, um segundo, por favor.
Um minuto a mais pra confirmar.
Uma vez mais para fixar.
E nada além disso.
Não me importam suas letras; não, não me importam mais.
Apenas se tornam mais preciosos todos esses sons, os ruídos e as sílabas.
Sobrevivem meus sonhos.
Desfaço minhas razões e minhas vontades, desisto de luz e sombra.
Nem a terra me quer [...]

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Histórias

Onde continua a realidade, depois de a imaginação tomar conta, é o local onde queremos estar para realização dos nossos sonhos e anseios.
Tudo que vai passando e esperamos ser real nunca sairá dessa névoa. Não porque “coisas assim não acontecem”, mas porque é mais prazerosa a crença que o fato, mesmo quando ele corresponde [...]

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Vazio

Nessas horas, nós nos lembramos de que nem sempre escolhemos a melhor opção.
Nessas horas, nós sempre lamentamos as escolhas que eles fazem.
Nessas horas, nós esperamos que o tempo volte.
Nessas horas, nós sabemos que de nada adianta querermos.
Nessas horas, só desejamos ficar em paz para endurecer um pouco o coração.
Quando não se chega a isso, quando [...]

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eu pretendia fazer um post  “de balanço do ano”, mas escrevi o que queria e guardei… se não achar nada melhor, posto aquilo, mas só em 01/01/2009.

Dizem várias e várias vezes coisas como “é questão de tempo”, por exemplo, para se resolver um problema ou para se passar por cima de alguma barreira.  Mas é [...]

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Passa

Inevitável: mesmo que a vontade leve a isso, é impossível ignorar.
A gente se constrói com tempo e umas massas de vontade azeda.
E muitas, muitas ondas.
Com e sem sal.

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Ata abiográfica – II

Não era como deveria ter sido, e isso fez suas mágoas revirarem. Esperava o vento que criava com a própria corrida vir mexer seus cabelos. No fim, passou ao lado disso e daquilo, e colocou-se onde se achou caber. Passou por entre nuvens e espelhos, rasgou fantasias e vestiu roupas formais com olhos de mármore. [...]

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Ata abiográfica – I

Chegou onde nunca imaginou que poderia. Quando chegou lá, destruiu as pontes que mantiveram seu coração em ritmo sem compasso. Usou a memória sem saber e desistiu de continuar suas pontes. Ainda permitiu escaladores e eventuais vôos, de criaturas aladas ou não. Tentou prender algumas, sem gostar de assumir suas grades, e acabou sorrindo [...]

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