Vocês
Foi você quem disse aquilo, não?
Como sei? Não deve importar. Afinal, até parece que você acredita em mim.
E você? Quer meu sangue? Eu quero o seu. Já estou quase exangüe; o plasma destas veias está virando ácido, pouco a pouco. Sua falta de docilidade, temperada com mel, deve ser nauseante o bastante por ora.
Quer minha música? Dance antes. Por que não seria divertido? Você já aprendeu a andar há muito tempo. Meus músculos definharam, mas acompanho seu ritmo e crio o meu próprio quando for assunto de interesse.
Quem sabe não é só a história? Você se lembra dela, sem dúvidas. Até quando ela vai perseguir seus pesadelos é um dos mistérios que você vai continuar insistindo em evitar. Afinal, você nunca vai acreditar em mim.
O que se passa com você já foi por muita gente. Doer por doer não é o tipo de coisa que eu esperaria de você. Só assumir uma falta dessas já permitiria que você olhasse por cima, de novo. Era um sorriso, e o que é agora?
Seria agora o medo? O cansaço? Ou só aquele tempo que você achou que iria ignorar por muito? Claro que é a mudança, e a renovação de algumas ilusões.
Foram palavras suas. Não para mim, obviamente.
Eram passagens pela casa que fizeram sua presença por aqui. Agora, são novas vontades e algums cestas de frutas em situação estranha.
Com gratidão e grandes criatividades nos ócios pessoais. Foi assim que estruturei esses sonhos, na lucidez do que não existe e pode nunca existir. Ainda mais se depender de você.
E você? Seus passos só se despertaram quando chamei? Acredito que você pode mais do que isso, não é tão difícil.
Ampare suas costas e pise firme. Viu? Não é tão difícil. Da manutenção, aceito dividir o peso. Remorsos? Ah, deixe isso para quem come os restos.
Não escute quem falar demais. Tranque seus olhos e emudeça-os, como faz quando quer. Insistência? Fraqueza deles, você pode superar.
Você sabia que isso pode ser só um jogo. Sim, apenas pode; ainda não é.
Você pode agir bem, mas ainda não aprendeu a jogar. Quer que eu comece? Faz tempo, embora eu ainda lembre bem das regras, e consiga pô-las em prática sem problemas.
Minhas mãos podem arrancar seus cabelos com a mais pura das carícias, se assim for necessário.
É só um vírus, querido.
É só uma flor, querida.
Ana Carolina Buratto
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[escrito originalmente em 26/09/07, direto no msn spaces. Não é um dos meus "textinhos" dos quais mais me orgulho, numa análise sincera, mas é bastante representativo (se bem q ninguém deve ter entendido muito bem, pra variar). Escrevi pensando em mais de uma pessoa, realmente, mas acabei "mantendo certos aspectos no plano de fundo", e taaalvez se relacionem mais com essa ou aquela pessoa do que eu havia imaginado quando da concepção. Mas, é isso.]
-> ok, demorei para atualizar….
Bem, como sempre… não deu p/ entender nada… Nao que eu esperasse algo de muy diferente da Ana… Mas ngm pode compreende-la mesmo, entao ta valendo…
Indecifravel e confuso é seu caminhar/ por entre as árvores, por entre estradas, peo mar….
Desde que você continue sendo a Stalker maniaca mais anormalmente mal-humorada que eu conheço… Vale a pena continuar vivendo, não é?