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[Afogamento]

Eu os vi. E minhas Esperanças acompanharam cada batida no solo.

Eles estavam reluzindo como aqueles brilhinhos no mar, talvez, nas noites bonitas que jamais hão de ser vividas.

Mas mar foi o destino de tantas Esperanças, e não o do aconchego desses brilhos. Aquele que fugia obteve sucesso e ocultou-se no nunca. Um nunca cansado, velho e dafnizado, virando madeira ao toque cálido.

Correram por sobre as nuvens todas as Esperanças, para logo evaporarem sem chover, enquanto esses brilhos vêm apagando as lâmpadas que mão alguma construiu, digladiando-se sem tomarem conhecimento uns dos outros e de si mesmos.

Por fim, num espelho de memórias, sua voz se desfez como uma lágrima, deitando a minha sete palmos abaixo do oceano sem espumas.

[eco]

Hm, ainda estou viva….

sei lá se isso importa, mas estou, de alguma maneira, hahhaa


Semana cheia….. essas duas ou três últimas semanas foram bem corridinhas.

Fora isso, algumas nuvenzinhas no lugar dos meus olhos levaram minha concentração junto delas. Já nem sei mais o que é frustração e o que é ansiedade…. Espero sinceramente que tudo isso seja ansiedade, e que essas nossas vontades coincidam.


Aiai.

Um dia volto….!!


(pqp…. CINCO provas nessa semana… que que eu façoooo?? Num dá tempo de estudar o mínimo necessário, e me recuso a colar…..Oooooooh, “jizuis”…. hora de sofrer um tiquinho, hihi)

Um momento

Um momento, um segundo, por favor.
Um minuto a mais pra confirmar.
Uma vez mais para fixar.

E nada além disso.
Não me importam suas letras; não, não me importam mais.
Apenas se tornam mais preciosos todos esses sons, os ruídos e as sílabas.

Sobrevivem meus sonhos.
Desfaço minhas razões e minhas vontades, desisto de luz e sombra.
Nem a terra me quer engolir, nem as nuvens me querem chorar.

Cidade sem vento.
Ilusões tecendo filetes transformam-se em realidade.
O sepulcro mantém-se selado por véus podres.

Por um momento, acreditei ser tudo apenas pó.
Mas areia pode ser vidro em alguns segundos.

dias novos?

Melancolia, por um lado.
Mas alguns dias só são perfeitos por causa de umas quebras no que esperamos.

E alguns sonhos retornam, ou apenas tentam não se afundar. Vamos, vamos.

Histórias

Onde continua a realidade, depois de a imaginação tomar conta, é o local onde queremos estar para realização dos nossos sonhos e anseios.

Tudo que vai passando e esperamos ser real nunca sairá dessa névoa. Não porque “coisas assim não acontecem”, mas porque é mais prazerosa a crença que o fato, mesmo quando ele corresponde a ela.

O melhor de muitas histórias é que elas nunca poderão ser contadas, mas sempre poderão ser compreendidas nas entrelinhas e nos sorrisos esquivos, nos olhares perdidos em um mundo subaquático eternamente desconhecido, e nas repetições de sempre.

Talvez elas sejam afastadas da névoa com uma dessas atitudes que permitem sua compreensão, ou porque partes dividam os pedaços dela e permitam que sejam contadas dessa nova visão. Se assim ocorrer, o sonho e a realidade se misturam, e o que decorre de então só resta aos envolvidos.

Inferno astral

Essa maré toda de azar nem imagino que pode ser, mas quero acreditar com todas as forças que tenho (e que não tenho, tbm, pra aumentar a dose) que isso se trata de inferno astral…. Porque é muita coisa dando errado ao mesmo tempo; inclusive coisas comuns, que “sempre fiz”, têm dado maravilhosamente errado.

Saiprálá, olho gordo, hahahha!!


…….detalhe que o último post foi exatamente no dia em que os astrólogos diriam ter começado meu inferno astral, hehehe!! Divertido, até.


Mas, agora, é só continuar. Atualizei mesmo porque acho muita maldade deixar o blog “jogado” assim… queria MESMO um post por semana, mas às vezes acho melhor não falar nada do que só falar baboseiras.

O de hoje não é exatamente uma baboseira, é mais um desabafinho, heh.


Até a próxima, espero eu!

Ilusório

Ilusório.

Um véu ilusório de comodidade.

Da comodidade que não existe na terra.

Na terra que morre sem ceder ao clima.

O clima oscilante mas sem eco.

Um eco sem passado ou história.

Da história que ignora os fatos.

Nos fatos subjetivos indiscretos de cada um.

O cada um ilusório.

Vazio

Nessas horas, nós nos lembramos de que nem sempre escolhemos a melhor opção.
Nessas horas, nós sempre lamentamos as escolhas que eles fazem.
Nessas horas, nós esperamos que o tempo volte.
Nessas horas, nós sabemos que de nada adianta querermos.
Nessas horas, só desejamos ficar em paz para endurecer um pouco o coração.

Quando não se chega a isso, quando as coisas não acontecem antes do Tempo, a segunda sensação é a raiva. Raiva pelo que e por quem foi ignorado no desejo infame. Mas quando o aperto excede o Tempo, ultrapassa a carne e a pele, e as sensações são limitadas em número à primeira. O que vem depois é só resultado do endurecimento das paredes do coração: essa raiva inexiste sem alvo. O que passa a existir é o nada, colossalmente nada diante do vazio infecundo.

Na mitologia clássica, o Vazio originou os primórdios da vida, de toda criatura material e imaterial.
Nessas horas, parece incapaz de originar qualquer coisa.

Por um lado, esperamos que seja o que parece, pois não concordamos que coisas boas aconteçam às custas das lágrimas que estão caindo junto das nossas.

Por outro, esperamos que esse siga o modelo clássico pois, assim, as lágrimas podem criar uns novos braços de mar.

..

.

..

Noites e músicas às vezes parecem longos demais para as suportarmos, e curtas demais para nos ouvirem.

Cansaço

É insatisatório, frustrante e diáfano.

Nada de idílios, se possível… já me bastam os que me rodeiam e dizem ser bons. Bastam, também, os que apenas me rodeiam ou que finjo criar.

Mas também já me bastam os irreais, meus fantasmas coloridos, de que nada além disso passam a existir.

Acima de tudo, entretanto, bastam-me as escadas e os murmúrios, assim chamados por não mais serem comentados, como se nunca tivesse ocorrido, ao invés de por serem ditos em voz confidente.

Amargamente, para uns momentos, indiferentemente, para outros casos.



Já tá na hora de mudar de categoria, hein?? Sacola…

Mas só pra constar,  no geral a sensação do post anterior não mudou… é mais coisa de momento, mesmo. E, ok, admito, uma promessa nova está sendo encaminhada para 2009.


pesando

(atrasado…. mas arranjei nada decente, e o que eui tinha escrito dia 29 não está bom o bastante, hehehe)

O ano passado foi bom.

Algumas coisas que sempre visei e quis puderam chegar. Demoraram, algumas menos do que eu gostaria, aliás.

Outras decidiram (elas ou Murphy, vai saber) me importunar e não permitiram que eu concluísse alguns planos porque tive de me dedicar a elas antes que ficassem insuportáveis.

Umas, talvez poucas se comparadas com quaisquer uma das supracitadas, umas em que nunca parei pra pensar ou com que me importar surgiram e fizeram alguma diferença. Não disse que fizeram bem ou mal, fique claro.

E várias e várias pontinhas doces de ilusões estão esvoaçando, vez ou outra criando bracinhos e acenando pra chamar minha atenção. Algumas amargas de ressentimentos ou insossas de assuntos a tratar (dos quais posso ter esquecido para tratar de outros, ou nunca os ter notado) estão aí pelo meio, mas será fácil lidar com elas, já.

Não é “otimismo de ano novo”, que bem sabem vocês que não sou disso. É mais porque deu pra descansar um pouco e organizar o sótão, digamos assim.

(é, só o “sótão”, tbm….porque essa sala e meu quarto tão uma bagunça ainda maior do que estavam ao final do 1º semestre…!!!)

Admito não estar com muitos planos para esse ano… acredito que isso se deve a boa parte deles ter se iniciado já nesse que passou, e agora eu só precisar me manter minimamente (pq no “zero” ou próximo disso eu SEI que é totalmente impossível)
calma e me focar.






Mais um mês para eu esquecer de td que escrevi aqui…. Alguém dá menos? Hehhehe.

(sério que não fiquei assim em nenhum dos últimos 5 anos. Mais que isso tbm num vem me pedir pra lembrar, né, poxa!… espero estar errada nesse “tempo” que me dei… Sinceramente.)

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